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Olá, caro leitor! Você já assistiu ou pelo menos conhece algum destes três filmes: Matrix, O Show de Truman ou O Labirinto do Fauno? Saberia dizer o que os une, o que há em comum entre eles? Sim? Não?
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Pois bem, além de serem uma ficção, obviamente, todos foram inspirados na Alegoria da Caverna, escrita por Platão por volta de 380 a.C., no Livro VII de sua obra A República, sendo considerada por muitos como uma das metáforas mais célebres da filosofia ocidental.
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LA GROTTE DE PLATON, MICHIEL COXCIE
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É bem provável que você já tenha ao menos ouvido falar nela, ou como se diz popularmente, o Mito da Caverna.
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Análises filosóficas, acadêmicas, tendem sempre a ir pelo mesmo caminho e direção, e por essa razão, não é surpresa alguma que os resultados alcançados sejam sempre os mesmos.
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Que tal mudarmos? Afinal, qual a graça em repetir a mesma receita?
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E sigo com outra pergunta. Seria razoável considerar a possibilidade de Platão ter deixado um conhecimento velado? Um simbolismo oculto, quase nunca mencionado?
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Veremos.
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É muito importante reforçar que tal obra foi escrita aproximadamente
400 anos antes de Cristo
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E digo isso para que não se limite, caso venha a acontecer, a comparação a um único ser, afinal qualquer semelhança com os fatos, não é mera coincidência, haja vista que tal fenômeno não existe.
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Analisemos.
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Dentro de uma caverna, no fundo, existem pessoas acorrentadas. Elas estão presas de tal forma que não conseguem se mover, apenas olhar para frente.
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Essa caverna é iluminada por uma fogueira que projeta nas paredes a sombra de objetos e animais carregados por outros homens.
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Como essas pessoas acorrentadas estão lá desde sempre, as sombras que elas enxergam, não apenas são a única realidade que elas conhecem, como o que veem é a mais pura e absoluta verdade.
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Até que um desses acorrentados se liberta, por conta própria, e essa é uma informação importante, levanta-se, olha para trás, vê a fogueira, vê os outros homens carregando os objetos e também vê que existe um caminho íngreme e difícil até uma outra luz, na saída da caverna.
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Ele percorre esse caminho em direção à luz com certa dificuldade, entre escorregões e arranhões, até que finalmente sai da caverna e se depara com um mundo desconhecido, iluminado pelo Sol.
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Mas é claro que seus olhos doem por conta de tamanho brilho
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No começo, ele não consegue sequer olhar diretamente para as coisas, tem dificuldade de enxergar, mas com o passar do tempo, vai se acostumando com a luz do novo mundo e percebe que pode olhar o Sol ao menos pelo reflexo na água.
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E quanto mais o tempo passa, mais se acostuma até que um dia consegue olhar diretamente...
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E contempla o Sol.
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E aqui é necessário entender que A Alegoria da Caverna corresponde diretamente à Iniciação, afinal, o Autor foi um verdadeiro Iniciado, um Ser de Alta Hierarquia, tal informação a academia desconhece.
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A metáfora de contemplar o Sol é associada àquele que atinge o ponto máximo, o ápice da “saída da caverna”, tornando-se um Iluminado, um Adepto da LEI que a Tudo e a Todos rege, integrando-se totalmente ao
Mundo das Ideias, ou seja, ao próprio Deus.
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Mas não podemos nos esquecer daqueles infelizes ainda acorrentados dentro da Caverna. E aqui abre-se a possibilidade de voltar para a escuridão na tentativa de alertar aqueles que ainda estão presos, mostrar que a realidade, aparente para eles, não passa de mera ilusão.
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Será isso o verdadeiro Sacro-ofício?
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