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Você já deve ter ouvido falar que originalmente os contos de fadas não eram exatamente como nós conhecemos hoje.
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As histórias traziam uma abordagem muito mais pesada e densa, talvez voltadas para a educação das crianças na época.
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Hoje daremos um passo além, vamos abordar o aspecto esotérico e oculto do clássico A Branca de Neve e os Sete... Anões? Será? Veremos.
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A versão de Walt Disney é a que vale a pena ser falada.
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Por quê?
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Digamos que Walt Disney é considerado um ser especial - mesmo acreditando que ele próprio não tinha tal consciência.
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Apenas por caráter de curiosidade, o longa-metragem A Branca de Neve e os Sete Anões foi lançado em dezembro de 1937 nos Estados Unidos e no Brasil em janeiro de 1938.
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Continuando, uma história não surge do nada, e mesmo transformada com o passar dos tempos, ainda assim carrega uma verdade, um ensinamento oculto nas palavras.
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Mais uma vez repito que a verdade é grande demais para caber em um único lado, e por isso vamos procurar descobrir o que existe por baixo “do véu transparente da fantasia” através da Sabedoria Iniciática das Idades, atualmente conhecida como Teosofia.
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A razão para se dizer que provavelmente Walt Disney não tinha consciência de sua real origem, hierarquia, e por que não dizer, a respeito do próprio conhecimento teosófico, é bastante simples:
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Ele teria corrigido o verdadeiro erro que existe na Branca de Neve
e substituído o termo "Anão" pelo "GNOMO".
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Não é óbvio?
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"Anão" nada mais é do que uma condição fisiológica específica no ser humano, o nanismo, e convenhamos, claramente não é o que se vê na história.
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Portanto, o verdadeiro título tanto do filme quanto do iniciático conto infantil é:
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BRANCA DE NEVE E OS SETE GNOMOS
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“Snow White”, Arthur Rackham, 1909
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Veremos as razões.
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A etimologia da palavra Gnomo tem origem no latim renascentista gnomus ou gnomos, um conceito formulado no Séc. XVI pelo alquimista suíço Paracelso, tido como um verdadeiro iniciado segundo os ensinamentos teosóficos.
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Existe ainda uma outra derivação esotérica do termo "Gnomo" originária do sânscrito nas palavras Gnain, Djin, Jim ou Jina, todas elas correspondendo, no nosso idioma, à palavra GÊNIO.
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Seguindo essa linha, existem três maneiras de entender o termo Gênio.
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A primeira delas é em relação aos espíritos da natureza, também chamados de elementais da natureza, inclusive, não é por coincidência que o Gnomo, sendo o elemental da terra, é também o guardião das florestas e dos tesouros subterrâneos, exatamente como o filme apresenta.
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Percebem que só por esse fato, toda a simbologia reforça ainda mais a ideia de que não se trata de anões?
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“Illustration for The Little Gnome”, Arthur Rackham, 1917
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Reparem que os sete Gnomos da história, que aliás é um número bastante simbólico, não aparecem levando os tesouros para casa.
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Eles trabalham em uma mina de pedras preciosas, mas o foco não está em acumular riquezas. Suas vestimentas e a casinha onde vivem são muito simples.
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Na verdade, eles guardam as gemas cuidadosamente, como se fossem responsáveis por protegê-las, afinal, tratando-se de Gnomos, são os protetores dos “tesouros subterrâneos”.
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É importante deixar claro que esse tesouro é um símbolo, uma representação de algo muito maior.
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A segunda maneira de expressar o termo Gênio é como nos referimos em relação a figuras como:
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Beethoven, Michelangelo, Newton, Da Vinci e outros mais.
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Grandes figuras cuja obra e legado contribuíram para a transformação e avanço da humanidade.
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E a terceira referência, que verdadeiramente deveria ser a primeira, já que as outras duas mencionadas procedem dela, são os Mahatmas, esses sim, propriamente ditos Super-Homens, Gênios ou JINAS.
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O termo Mahatma define Grandes Seres de Sabedoria, como Guias ou Protetores da Humanidade.
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E aqui vale um alerta por envolver um ponto muito delicado.
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Por exemplo, não se deve confundir com Gandhi, já que os seus próprios discípulos passaram a chamá-lo de “Mahatma Gandhi”.
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E por maior que seja o seu valor, ele não pertence a essa categoria.
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E por enquanto é suficiente essa informação.
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É importante destacar que, infelizmente, são notórias as tentativas de descaracterizar histórias clássicas como a Branca de Neve. É fundamental considerar o enorme problema dessa atitude: todo o simbolismo, repleto de conceitos iniciáticos, acaba cada vez mais enterrado e ocultado.
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Não sejamos ingênuos de crer que ideias como o número de sete Gnomos, o nome Branca de Neve, a recusa do caçador e o “sono” da personagem sejam apenas por acaso.
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Por exemplo, o beijo do príncipe representa de forma simbólica o próprio Hálito Divino soprando "nas narinas de Adam", como dizem as escrituras santas, e é capaz de trazer à vida o Espírito Adormecido.
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E dessa forma, um simples conto infantil adaptado para o cinema por uma mente brilhante e fantástica como Walt Disney, com exceção do título, carrega em sua essência todo um simbolismo que conecta à Sabedoria Iniciática das Idades.
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(Texto inspirado no artigo da revista Dhârâna nº 102, ano XII, publicada em 1939.)
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