Caminhos do Pensamento

A magnitude do Antigo Egito

Edição 008 · · Caminhos do Pensamento


Autor

Fabio Domingues

Fabio Domingues

Fabio é teósofo e estudioso das obras dos grandes mestres da humanidade, assim como das escrituras consideradas sagradas. Busca o conhecimento por meio da Sabedoria Iniciática das Idades, a Gupta-Vidya, hoje conhecida como Teosofia. Por trás das câmeras, Fabio é professor de voz, músico e comunicador, em constante busca da verdade.

Rabizo - Caminhos do Pensamento
O Egito encanta e intriga as pessoas desde sempre pela sua beleza e grandeza, mas principalmente pelos seus segredos e mistérios.
Teorias, ideias e crenças a respeito de como construíram as pirâmides, ou a Esfinge, existem aos montes e vão desde trabalhadores até seres vindos do espaço. A pergunta é: Será possível existir uma resposta para tudo o que se desconhece sobre o Antigo Egito?
Existe Resposta de Tudo no Antigo Egito?
Pintura da Grande Pirâmide de Gizé
Carl Wuttke, Die Pyramiden von Gizeh (1906)
Permita-me apresentar alguns apontamentos e uma explicação da qual provavelmente você nunca ouviu falar. Vamos numerar alguns fatos:
1. Estudos modernos afirmam que a Grande Pirâmide data aproximadamente de 2.500 a.C. e foi construída para servir de túmulo ao faraó Quéops.
2. Dezenas de milhares de pessoas trabalharam na construção durante um período de 20 anos, há quem diga apenas 10 anos.
3. Estima-se que exista um número em torno de 2,3 milhões de blocos nessa pirâmide, que foram esculpidos, arrastados, e alguns deles erguidos a mais de 140m de altura.
4. Os blocos variam com peso em torno de 3 a 15 toneladas, porém, algumas pedras encontradas na parte interna, na Câmara do Rei, chegam a incríveis 80 toneladas.
Impressionante, não é? E fica mais ainda se dissermos que alguns blocos foram transportados a mais de 800 km do local.
Pintura retratando a distância das terras no Egito
Frederick Goodall, The Ancient Causeway to the Pyramids (1822-1904)
Vamos usar esse número aproximado de 2 milhões e 300 mil blocos da pirâmide e dividi-lo pelo tempo estimado de construção que é de 20 anos.
2.300.000 (blocos)
20 (anos)
= 115.000 (blocos por ano)
Se um ano tem 365 dias, vamos ver quantos blocos em média por dia foram colocados:
115.000 (blocos por ano)
365 (dias)
= 315 (blocos por dia)
Se um dia tem 24 horas a divisão seria a seguinte:
315 (blocos por dia)
24 (horas do dia)
= 13,125 (blocos por hora)
O resultado é pouco mais de 13 blocos colocados por hora, ou seja, uma média de 13 blocos a cada 60 minutos. E se dividirmos ainda mais:
60 (minutos)
13 (blocos por hora)
= 4,6 (minutos)
Significa que a cada 4,6 minutos, no mínimo um bloco gigantesco desses foi colocado durante 20 anos dia e noite sem parar.
Claro que essa conta não é exata, até porque poderia ser colocado mais de um bloco por vez, talvez dezenas ou centenas. Mas também precisamos levar em consideração a limitação de espaço conforme a construção avança e a dificuldade de erguer os blocos à altura da pirâmide.
Impossível? Não, mas muito pouco provável.
Lembrando que alguns especialistas no assunto não descartam a possibilidade de 10 anos de construção. No mínimo fascinante, não acham?
E qual a resposta para isso?
O que a Gupta Vidya, ou a Sabedoria Iniciática das Idades, nos ensina é que muito pouco se sabe sobre o real significado das pirâmides incluindo a data de construção e a tecnologia usada.
Por favor, não entendam que afirmo terem sido construídas por seres vindos do espaço.
Aprendemos que a criação de geopolímeros foi a tecnologia usada, literalmente pedra líquida.
E a pergunta a seguir é: como não temos acesso a isso se estamos falando de 4,5 mil anos atrás?
E aqui apresento o maior erro de todos que é a datação da construção das pirâmides, um equívoco de algumas dezenas de milhares de anos.
Equívoco maior ainda se falarmos a respeito da Esfinge, mas isso é assunto para um próximo texto.
Tecnologias arquitetonicas usadas no Egito
David Roberts, Egyptian Landscape with a Distant View of the Pyramids (1862)
A ciência moderna ainda não consegue compreender isso porque não tem os elementos necessários para provar o que digo, e está tudo certo, tudo ao seu tempo.
Mas existe um problema nisso, porque conhecer a verdade sobre alguns assuntos significa reescrever toda a história que conhecemos sobre a humanidade de modo geral, e isso significa “abrir mão” de todo o poder que algumas instituições detêm.
Incluindo os grandes monopólios religiosos.
A reflexão que proponho neste artigo é que o Egito foi um local de iniciação humana, onde muitas das mentes mais elevadas da história, como Platão e Pitágoras, passaram décadas estudando a Antropogênese e a Cosmogênese.
Voltaremos a esse tema em breve. Por enquanto, é suficiente.
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