|
Crime eleitoral, transporte impedido e confusões
Logo nas primeiras horas de votação do segundo turno, passageiros usaram as redes sociais para denunciar a escassez e a falta de circulação de transporte público em diversos municípios do país (Salvador, São Paulo, Maceió, João Pessoa, etc). Em capitais e regiões metropolitanas, rodoviários relataram ordens para manter frotas recolhidas em garagens.
Diante dos impactos provocados pela desarticulação do transporte público em várias regiões, diversos partidos, parlamentares, influenciadores, artistas e a coligação de Lula ingressaram com o pedido de extensão do horário de votação. Nunes Marques, presidente do TSE, ignorou o pedido como urgência e afirmou que "O caso será analisado no seu tempo". Com o silêncio do TSE, o ministro Cristiano Zanin, do STF, acatou a medida de urgência e determinou a prorrogação da votação até as 19h em todas as seções eleitorais do país. Apesar da determinação, algumas zonas em alguns estados impediram eleitores de votar depois de 17h.
Além dos problemas de mobilidade, casos de propaganda irregular e boca de urna mobilizaram as forças de segurança. No Rio de Janeiro, fiscais vinculados ao Partido Liberal (PL) foram presos, no Rio de Janeiro, com suspeita de fazer boca de urna e tentar induzir eleitores a votar em Flávio Bolsonaro. A Rabizo continuará acompanhando os desdobramentos das investigações que serão feitas pela ação coordenada e crimes eleitorais espalhados pelo país.
|