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Por que não teve Lado B na semana passada? Calma! Não vamos encerrar esta coluna, mas ela vai passar a ser quinzenal. Vamos dedicar um espaço para explicar isso lá no final. Falando de coisa boa: SEXTOU! Hoje é dia de Halloween e espetáculos em palcos.
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Anteontem foi o primeiro show do BTS no Brasil. Vendo alguns amigos meus presentes, fiquei pensando em como é incrível a forma como a música muitas vezes carrega, no próprio palco, o espetáculo junto com o som.
Palcos megalomaníacos, figurinos, personagens, cenários monumentais, telões e coreografias chamam logo a atenção. Mas isso não é de agora! Música e teatro já andam juntos há MILHARES de anos. Na Grécia Antiga (século V a.C.), por exemplo, as apresentações teatrais já combinavam atuação e música, com direito a figurinos, máscaras e cenários pintados nos festivais em homenagem a Dionísio.
Para quem diz que "aquilo era teatro com música, não exatamente um artista musical", podemos olhar ainda para o passado nos séculos XVII e XIX. A Ópera desenvolveu uma verdadeira cultura de grandes produções, com orquestras, cantores, figurinos luxuosos, cenários mutáveis e efeitos cênicos. Depois, os musicais, especialmente os da Broadway, consolidaram a ideia de integrar música e narrativa em uma única experiência.
A história dos grandes palcos passa por vários momentos marcantes: quem não se lembra de Alice Cooper com o teatro de horror, dos palcos monumentais de Pink Floyd, Rammstein, Beyoncé e Taylor Swift, ou dos shows narrativos de Michael Jackson e Madonna? Hoje há quem diga que é quase impossível música e espetáculo andarem separados.
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Mas a dúvida que fica é justamente esta: a música perde espaço para o teatro ou um não interfere no outro? Cada vez mais deixamos de valorizar um simples cantor que sobe ao palco sozinho e sem firulas. Ou até gostamos de ouvir, mas jamais pagaríamos um ingresso caro para ver algo que, pelo mesmo preço, poderia entregar múltiplas experiências visuais e sensoriais juntas. O que você acha?
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Press Play
LISA
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Perfecth
Queens of the Stone Age
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Muse
John Legend
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Be Not Afraid
Polyphia
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É Halloween amanhã! É abóbora, é filme de terror, é fantasia feita de EVA, é vestir seu gato preto de morcego... Opa, é música também, não?
Muitas vezes a música é feita, da mesma forma que um filme de terror, com a intenção de gerar desconforto e causar medo. Ozzy Osbourne disse em várias entrevistas que o Black Sabbath surgiu no pensamento de fazer "música de terror" desde o começo. Vários artistas e bandas, de vários gêneros, mantêm esse mesmo objetivo hoje em dia, como Portal (Death Metal), The Caretaker (Eletrônica), Ghostemane (Trap), etc.
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Mas e para você? Quais são as músicas mais assustadoras ou desconfortáveis que existem? Já fizeram essa pergunta antes, e o Pandora's Music Genome montou um top 10. Se liga:
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"The Becoming"
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Nine Inch Nails
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"The Happening"
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Pixies
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"Dark Entries"
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Bauhaus
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"Transmission"
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Joy Division
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"Contractor"
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Lamb of God
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"Ænima"
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Tool
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"Heart-Shaped Box"
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Nirvana
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"Bottled Up Inside"
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Korn
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"Thinking of You"
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A Perfect Circle
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"Eternal Refuge"
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Whitechapel
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Eu não poderia concordar menos com essa lista. É óbvio que o conceito de "assustador" é extremamente subjetivo, e a própria equipe da Pandora sabe disso. Eles usaram critérios distintos e analisaram diferentes experiências humanas para chegar a essa lista.
Para mim, o terror não está no "esquisito" (afinal, eu escuto algumas estranhezas que fariam a maioria de vocês me chamar de louco). O que realmente assusta, às vezes, são as histórias: não assustadoras de um modo superficial, mas pela densidade e por saber que aquilo é real. Se fosse criar um ranking próprio, eu começaria talvez com essas músicas aqui:
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"Us and Pigs" e "Everybody Supports Women"
SOFIA ISELLA
Sofia Isella é uma cantora excepcional que traz um som sombrio e muito tenso sem deixar de ser envolvente. Nas músicas citadas, ela critica a desumanização das mulheres, a violência sexual e, principalmente, a normalização desses comportamentos.
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"Ptolomaea" e "Tempest"
ETHEL CAIN
Ethel Cain constrói um horror bem diferente. As músicas fazem você sentir que não está em segurança. A construção sonora é sufocante, mas o que pega mesmo é a vulnerabilidade da personagem diante de alguém em quem não pode confiar.
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"Sippy Cup", "The Vatican" e "Dollhouse"
Melanie Martinez
Desde o início, Melanie Martinez usa a música para criticar temas que nem sempre são ditos sem filtro. Os assuntos variam entre abuso, trauma, bullying, padrões de beleza tóxicos e distúrbios, às vezes mascarados por melodias "infantis".
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"Wierszalin"
Patriarkh
Patriarkh (projeto do ex-vocalista do Batushka) criou o álbum Prophet Ilja, que conta a história de Eliasz Klimowicz. O álbum inteiro mistura o Death Metal com o canto gregoriano clássico, partindo da premissa provocativa de que os rituais religiosos podiam ser mais macabros do que o próprio Rock.
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Deixei de fora vários nomes, de todos os gêneros e principalmente do Metal que exploram bem o ramo de músicas assustadoras (como IC3PEAK, Aphex Twin, Lingua Ignota, clipping., Chelsea Wolfe, Cenobia, Akhlys, e muito mais).
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Bom, sendo bem transparente: eu (Lucca) lidero as operações e a gestão executiva da Rabizo. Tenho sob minha responsabilidade a coordenação de diversas áreas, desde a estrutura de produto e colunas digitais até a área de growth (marketing e vendas) e a gestão administrativa do ecossistema.
Não é nada legal ter uma proposta tão interessante como a Lado B e não conseguir dedicar o tempo que ela realmente merece. Se você comparar esta edição (que tive mais tempo para lapidar) com as duas anteriores, vai notar uma boa diferença na profundidade.
Não é uma decisão eterna. A Lado B pode, com certeza, voltar a ser semanal em breve (ou até ter mais edições por semana), mas tudo depende do desenvolvimento e do crescimento da Rabizo como um todo. Por enquanto, seguiremos com envio quinzenal.
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