Primeiro Take

Homenagem à Stewart & Widow's Bay

Edição 009 · · Primeiro Take


Autor

Mateus Lobo

Mateus Lobo

Criador e autor do CinefiLobo, formado em Cinema, apaixonado pelo audiovisual, editor de vídeo e crítico. Na Rabizo, lidera a Primeiro Take e é especialista em todo mundo cinematográfico, desde o lúdico até o mais técnico

Primeiro Take
Na edição #002, em que cobrimos o Emmy, O Segredo de Widow's Bay foi citado como um dos destaques. Hoje, Mateus Lobo comenta o que achou da série Widow's Bay, uma homenagem ao Patrick Stewart e o filme documental que superou a DC e a Laika. Pega a pipoca!
Uma série que você não vai querer largar: Widow's Bay
Cena de Widow's Bay
NOTA DO AUTOR
4 de 5 Estrelas
Você passaria férias numa ilha amaldiçoada? A série da Apple TV transforma um cartão-postal em pesadelo e ainda te faz rir no meio dele. Lançada em abril, O Segredo de Widow’s Bay foi uma enorme surpresa, ao misturar terror, suspense e comédia com naturalidade.
A temporada passeia por casas assombradas, bruxas, folk horror e slasher, evocando Stephen King. Fotografia, cenários e isolamento fazem da ilha uma personagem, enquanto luto, segredos e culpa aprofundam os mistérios. Diferente de obras que usam do humor para alivia o medo, a comédia subversiva daqui só torna tudo mais estranho e prolonga o desconforto. Tirando o 6º e o 10º, os episódios mais sérios, é impossível não rir com as quebras de expectativa.
Matthew Rhys está excelente como o prefeito tentando manter a compostura enquanto seu mundo desmorona, equilibrando desespero cômico e vulnerabilidade. Stephen Root , como o pescador Wyck, é o contraponto perfeito ao prefeito, transformando cada alerta numa mistura de ameaça e delírio, mas Kate O’Flynn rouba a cena como Patricia, tão engraçada quanto humana em sua inadequação social.
Nem tudo funciona: o núcleo adolescente perde para os adultos, e o encerramento soa anticlimático e inconclusivo, ao explicar demais e adiar resoluções, mas amplia a mitologia, preserva a curiosidade e te faz querer permanecer naquele lugar amaldiçoado. A 2ª temporada chega em 2028, e voltarei com prazer.
Mateus Lobo Mateus Lobo
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CURTAS
Uma homenagem à Patrick Stewart
Essa semana, perdemos um dos nomes mais importantes da atuação, Patrick Stewart . Eternizado por papéis marcantes como o Capitão Jean-Luc Picard em Star Trek e o Professor Xavier no universo Marvel, o ator britânico marcou gerações nos palcos e nas telas.
É sempre triste nos despedirmos de figuras de que gostamos, mas é incrível poder celebrar sua trajetória. Stewart dedicou mais de seis décadas à arte e ao cinema, e sua atuação ainda poderá ser acompanhada em Avengers: Doomsday. Seu legado e sua dedicação certamente serão lembrados por todos nós.
Bruna Nóbrega Lucca de Paiva
Cena de You Can See Everything
O documentário que está desbancando outras obras: You Can See Everything
Não é a primeira vez que falamos de You Can See Everything . O mais legal de revisitar o assunto é poder noticiar que ele ficou em 1º lugar no fim de semana de Halloween, superando Clayface (Cara de Barro) e Wildwood (O Bosque Selvagem).
O documentário produzido pela A24 sobre Elizabeth Holmes já arrecadou US$ 64 milhões nos EUA e está em seu terceiro fim de semana em cartaz. Enquanto isso, Cara de Barro soma US$ 44 milhões, mas não bateu a meta de "grande sucesso" para o estúdio.
É muito incomum um filme documental chegar ao topo das bilheterias, principalmente no terceiro fim de semana e concorrendo com produções de dois grandes estúdios (DC e Laika). Resta esperar para ver se esse comportamento foi algo esporádico ou se o público realmente mudou a forma de consumir cinema.
👀
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